O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) aplicou, nesta quinta-feira (12), suspensão de cinco partidas e multa de R$ 20 mil ao diretor técnico do Internacional, Abel Braga, por declaração homofóbica feita no fim de 2025.
A punição foi definida pela 6ª Comissão Disciplinar, que enquadrou o profissional no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), relativo a ato discriminatório ou ultrajante em razão de orientação sexual, entre outros critérios. A pena prevista varia de cinco a dez jogos; Abel recebeu o mínimo.
Como a decisão passa a valer 24 horas após a sessão, o dirigente poderá permanecer no vestiário do Inter na noite desta própria quinta-feira, quando a equipe encara o Palmeiras no estádio Beira-Rio. A sanção é aplicável apenas a competições nacionais.
Origem da denúncia
O processo teve início após o Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT apresentar notícia de infração ao STJD. O episódio ocorreu em 18 de dezembro de 2025, quando Abel foi apresentado como técnico interino para as duas rodadas finais do Campeonato Brasileiro. Ao comentar sobre uma camisa rosa utilizada nos treinos do clube, ele afirmou: “Eu não quero a porra do meu time treinando com uma camisa rosa, porque parece um time de veado”.
Imagem: Reprodução
Repercussão e pedido de desculpas
Questionado na mesma entrevista, o treinador declarou que a frase havia sido dita em “tom descontraído” para aliviar a tensão do elenco. Posteriormente, nas redes sociais, publicou pedido de desculpas: “Reconheço que não fiz um bom comentário sobre a cor rosa durante minha entrevista coletiva. Antes que isso se espalhe, peço desculpas. Cores não definem gêneros. O que os define é o caráter”.
Abel Braga, que atualmente ocupa o cargo de diretor técnico do Internacional, cumprirá a suspensão nas próximas competições nacionais disputadas pelo clube.









































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