SANTOS (SP), 03/02/2026 – 19h48 – O meia-atacante boliviano Miguelito, de 20 anos, segue sendo tratado internamente como um talento acima da média, mas ainda luta por espaço no elenco profissional do Santos. Até o momento, soma 604 minutos em campo pelo time principal, distribuídos em 24 partidas, apenas sete delas como titular.
Promessa desde a base
Nascido em Santa Cruz de la Sierra, Miguel Ángel Terceros já chamava atenção nas categorias de base por maturidade técnica, drible curto e visão de jogo. As boas atuações em seleções de base da Bolívia projetaram seu nome internacionalmente, levando o Santos a contratá-lo como aposta para o futuro.
Adaptação ao futebol brasileiro
O clube optou por conduzir a transição do jovem com cautela. Diferenças culturais, ritmo mais intenso e exigências físicas do futebol brasileiro tornaram a adaptação gradual. A comissão técnica trabalha aspectos táticos e físicos para evitar exposição precoce.
Posição e concorrência
Miguelito rende melhor centralizado, com liberdade para flutuar entre as linhas ofensivas. No entanto, a concorrência direta com nomes mais experientes e físicos — como Zé Rafael, Thaciano e Gabriel Bontempo — limita sua utilização imediata. Além da criatividade, o técnico cobra contribuição defensiva, considerada decisiva para a escolha dos titulares.
Minutagem em 2026
Na temporada atual, o boliviano contabiliza 220 minutos em campo. O departamento de futebol mantém o plano de desenvolvimento sustentável, evitando pressa para não repetir casos recentes em que jovens acelerados não se consolidaram.
Imagem: Reprodução
Possíveis caminhos
A diretoria não descarta um empréstimo em 2026 para acelerar o amadurecimento competitivo. Ainda assim, o Santos vê o atleta como ativo importante no médio prazo, tanto esportiva quanto financeiramente.
Discurso de paciência
Em entrevistas, Miguelito reforça o desejo de se firmar na Vila Belmiro e destaca a paciência como aliada. “Vejo como motivação todo o apoio que recebo”, afirmou recentemente, reiterando o objetivo de retribuir a confiança do clube.
Enquanto a torcida se divide entre cobrança por mais oportunidades e apoio a um processo gradual, o Santos segue avaliando o momento ideal para transformar a promessa boliviana em realidade no time principal.









































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