O técnico Tite comemorou o triunfo do Cruzeiro por 2 a 1 sobre o Tombense, na noite de quarta-feira, 14 de janeiro, no Parque do Sabiá, em Uberlândia, pela 2ª rodada do Campeonato Mineiro de 2026. Em sua primeira entrevista coletiva após vencer no comando celeste, o treinador destacou o desempenho dos garotos que foram a campo e ressaltou pontos que, segundo ele, já sinalizam a cara de seu trabalho.
Jovens aprovados
Para Tite, escalar uma equipe com atletas que jamais haviam atuado juntos representou grande risco e, por isso, o resultado ganhou peso especial. “Traduzir estreia em rendimento e ainda vencer é difícil. Alguns conquistaram a primeira vitória como profissionais, outros sentiram o peso da camisa pela primeira vez”, afirmou. O treinador considerou que o placar poderia ter sido mais elástico, mas classificou o desempenho como satisfatório.
O auxiliar Wesley Carvalho reforçou a orientação dada aos garotos antes da partida. Segundo ele, a comissão pediu para que transformassem pequenos minutos em oportunidades maiores. “A vida do atleta é assim: entra 15 minutos, depois 30, até chegar a 45 e, por fim, à titularidade. Eles aproveitaram e certamente ganharão novas chances”, resumiu.
Equilíbrio como meta
Tite disse ter buscado uma equipe equilibrada, composta pelos jogadores disponíveis. Conforme explicou, não havia a intenção de ser mais ofensivo ou defensivo, mas de possuir a bola, marcar quando necessário e atacar com organização. Sem um centroavante de origem, Lelis foi escalado para infiltrar a partir dos lados, enquanto Japa atuou por fora, fechando para dentro para auxiliar na criação, função semelhante à de Christian.
Manutenção da base
O comandante celeste considera a permanência de Kaio Jorge e Matheus Pereira, além de todo o time titular e reservas imediatos, essencial para consolidar o projeto. “Segurar essa espinha dorsal cria entrosamento automático. Depois, sim, chegam reforços pontuais”, explicou.
Imagem: Gustavo Aleixo
Chegada de Chico
Tite avaliou que o atacante Chico oferece características que o elenco carecia. Por ser um jogador de retenção, capaz de fazer pivô, ajudar nas tabelas curtas e ter boa presença aérea, ele amplia as possibilidades ofensivas. O treinador também mencionou o lesionado Neizer Villarreal, outro atleta que gosta de atacar o espaço, e destacou a importância de variar perfis no setor.
Gestão física e mental
Por fim, o técnico recordou o controle de carga que costumava adotar na seleção brasileira e revelou que aplica metodologia semelhante na Toca da Raposa. A ideia é equilibrar sequência de jogos, viagens e pressão psicológica inerente ao Cruzeiro, evitando perda de rendimento. “Utilizamos ferramentas científicas e, quando necessário, lançamos jovens no momento certo”, concluiu.
O Cruzeiro volta a campo no sábado, pela 3ª rodada do Estadual.








































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