O ex-jogador e cronista esportivo Tostão afirmou que “nada ainda está definido” na preparação da Seleção Brasileira para a próxima Copa do Mundo. Em coluna publicada nesta segunda-feira (16), o campeão mundial de 1970 analisou as escolhas táticas do técnico Carlo Ancelotti e destacou pontos que, na avaliação dele, seguem em aberto.
Estratégia de jogo
Segundo Tostão, Ancelotti declara não ter uma filosofia fixa e adapta o esquema conforme as características dos atletas. Até agora, o italiano tem priorizado transições rápidas entre defesa e ataque devido à escassez de grandes craques no meio-campo e ao número elevado de atacantes velozes. Para o cronista, o ideal seria mesclar essa proposta com o controle de posse de bola, prática comum em outras seleções de ponta.
Setor defensivo
O comentarista observa que a equipe costuma recuar com nove jogadores — quatro defensores, dois volantes, dois pontas e um meia centralizado — podendo, assim, criar um “vazio” entre defesa e ataque. Ele também ressalta a possibilidade de Ancelotti improvisar zagueiros na lateral direita, como Éder Militão ou Danilo, enquanto Alex Sandro ocuparia a esquerda, decisão que limitaria o apoio dos laterais porém valorizaria os pontas.
Meio-campo
Tostão considera improvável que Ancelotti recorra a um trio tradicional de meio-campistas em confrontos contra potências, por falta de grandes talentos na posição. Ele recorda que, em 1970, Zagallo abriu mão de um ponta para escalar Rivellino e reforçar o setor — situação que, segundo ele, só deu certo devido à qualidade individual do jogador.
Atacantes e nomes em dúvida
O ex-camisa 9 avalia que Lucas Paquetá, antes tido como presença certa, corre risco de ficar fora do Mundial. Na posição de meia-atacante centralizado, já concorrem Matheus Cunha, Raphinha e a possível volta de Neymar, enquanto a vaga de reserva de Bruno Guimarães exigiria um atleta com maior poder de marcação, aponta Tostão.
Imagem: Reprodução
Situação de Neymar
Para o colunista, Ancelotti condiciona a convocação de Neymar a plena forma física. Tostão argumenta que o camisa 10 passou a atuar em espaço reduzido, aguardando a bola nos pés para buscar jogadas individuais, o que, diante de rivais fortes, tende a oferecer poucas oportunidades.
Função de Vinicius Junior
Tostão relata que o treinador não pretende fixar Vinicius Junior aberto pela esquerda, posição em que teria de recompor a marcação. A ideia é deixá-lo livre para circular por todo o ataque, abordagem semelhante à adotada no Real Madrid.
Perspectiva
Ao concluir, o cronista lembra que a história das Copas reúne elementos previstos e inesperados e que diversos fatos relevantes ainda podem ocorrer até o início do torneio, mantendo a Seleção em processo de definição.









































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