Em coluna publicada nesta quinta-feira (4), o ex-jogador e cronista Tostão afirmou preferir formações que utilizem dois meias com função criativa em vez do sistema adotado pela maioria dos clubes brasileiros, que escalam dois volantes e apenas um armador central.
O comentarista tomou como ponto de partida a vitória do Palmeiras sobre o Corinthians por 1 a 0, partida na qual o time alviverde, mesmo com desempenho abaixo do rival, saiu de campo com os três pontos após pênalti desperdiçado pelo adversário.
Segundo Tostão, o Palmeiras repete a estrutura predominante no país: um primeiro volante de marcação (Marlon, camisa 5), um segundo volante (Andreas Pereira, camisa 8) e um meia ofensivo (Maurício, camisa 10). Ele observa que a seleção brasileira vem atuando de forma semelhante, com Casemiro e Bruno Guimarães mais recuados e Matheus Cunha adiantado.
Para o ex-atacante da seleção campeã de 1970, formações empregadas por grandes clubes e seleções europeias — e pela Argentina na campanha vitoriosa no Catar — oferecem maior equilíbrio. Nesses modelos, há um meio-campista centralizado que inicia as jogadas e dois interiores que transitam de área a área, o que amplia a capacidade de marcação e criação.
Exemplos citados:
• Argentina – Trio de meio-campistas mais Lionel Messi livre entre o meio-campo e o centroavante, com apenas um ponta ajudando na recomposição.
• Espanha, França e Portugal – Alternância entre dois volantes com um meia ofensivo e o trio equilibrado no meio, mantendo pontas que recompõem para formar um bloco compacto.
Imagem: Reprodução
No futebol brasileiro, Tostão destaca exceções ao padrão tradicional, como o Bahia, que trabalha com três meio-campistas responsáveis por marcar, trocar passes e se revezar nas ações ofensivas, e o Fluminense, em que Martinelli atua de área a área.
O cronista reconhece que parte de seus leitores valoriza explicações táticas, enquanto outra prefere reflexões mais poéticas sobre o jogo. Ele afirma buscar um ponto de equilíbrio entre análise técnica e sensibilidade, ainda que nem sempre consiga conciliar plenamente os dois caminhos.









































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