O ex-jogador e cronista esportivo Tostão avaliou a decisão da Supercopa Rei e o momento de vários atletas do futebol brasileiro. Em sua coluna, o ex-camisa 9 lembrou que, na derrota por 2 a 0 para o Corinthians, o Flamengo raramente manteve a posse de bola, situação incomum nas partidas da equipe rubro-negra. O jogo foi disputado em 1º de fevereiro de 2026, em Brasília.
Segundo Tostão, o Corinthians optou por pressionar a saída adversária em vez de recuar para contra-atacar, estratégia que impediu o Flamengo de trocar passes. Para o cronista, o time paulista criou as chances mais claras e mereceu o título, com atuação elogiada do técnico Dorival Júnior.
Regularidade no Brasileirão e papel de Bidon
Tostão questionou se o Corinthians conseguirá manter desempenho consistente em um torneio longo, como o Campeonato Brasileiro, e apontou necessidade de maior profundidade no elenco. O meio-campista jovem Bidon foi citado como destaque recente, mas o ex-jogador ponderou sobre a evolução do atleta ao longo da temporada.
Clássico carioca decidido por John Kennedy
No Rio de Janeiro, o Fluminense derrotou o Botafogo por 1 a 0, com gol de John Kennedy. O atacante, que iniciou a carreira com grande expectativa, passou por período de baixa fora do clube tricolor e voltou a mostrar bom rendimento, fato observado por Tostão.
Atuação discreta de Gerson no Cruzeiro
O comentarista avaliou também a vitória do Cruzeiro por 1 a 0 sobre o Betim. Gerson, escalado na posição ocupada por Bruno Guimarães na seleção, teve atuação considerada apenas regular. Tostão lembrou que o meio-campista alternou bons e maus momentos ao longo da carreira, mas entende que, se recuperar o melhor futebol, pode brigar por vaga no Mundial.
Imagem: Reprodução
Momento de Gabigol
Gabigol voltou a apresentar rendimento abaixo do esperado e acabou substituído na partida mais recente do Santos. Tostão recordou os períodos de alto desempenho do atacante no Flamengo, onde foi celebrado pela torcida, e apontou queda de produção tanto no clube carioca quanto no Cruzeiro, mencionando o hábito recente do jogador de atuar de forma estática, à espera da bola nos pés.
Talento x mentalidade
Para o ex-atacante, ter qualidade técnica não é suficiente: disciplina, capacidade de lidar com elogios e críticas e atenção aos fatores emocionais são decisivos para que um atleta se firme como craque. Tostão afirmou que problemas como ansiedade e depressão são comuns entre jogadores e devem ser considerados antes de justificar má fase apenas por questões físicas ou técnicas.
Ele concluiu que até mesmo grandes nomes, como Pelé, reconheceram a importância do coletivo, ressaltando a necessidade de autocrítica e humildade na formação de carreiras duradouras no futebol profissional.









































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