Em artigo de opinião, a jornalista Marina Izidro sustenta que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assumiu controle direto sobre diversos aspectos da Copa do Mundo de 2026, torneio que será realizado em parceria com Canadá e México.
Segundo a colunista, Trump usa a mesma estratégia que o mantém no centro das atenções globais para comandar o Mundial. Nos últimos dias, ele teria:
- ordenado intervenção militar na Venezuela;
- ameaçado anexar a Groenlândia, território pertencente ao Reino da Dinamarca;
- determinou a apreensão de um petroleiro com bandeira russa, irritando Moscou.
A autora escreve que, no contexto da Copa, o presidente norte-americano também:
- barrou torcedores de Haiti e Irã, países com seleções classificadas, por integrarem a lista de nações proibidas de entrar nos EUA por motivos de segurança;
- sugeriu transformar o Canadá no 51º estado do país;
- voltou a cogitar intervenção militar no México para combater cartéis de drogas;
- planeja retirar jogos de qualquer cidade-sede que considere “insegura”;
- pretende monitorar redes sociais de turistas que solicitarem visto.
Algumas situações delicadas foram evitadas: a Venezuela não conquistou vaga no Mundial, a Ucrânia disputará repescagens europeias em março e a Rússia segue suspensa de competições internacionais. Já a Dinamarca ainda luta por classificação, enquanto não se sabe qual será o status da Groenlândia até o início do torneio.
Marina Izidro ressalta que poucas nações estão dispostas a confrontar Washington, citando interesses comerciais e dependência militar. De acordo com o texto, a Europa busca o apoio de Trump para encerrar a guerra na Ucrânia e a Fifa demonstrou esforço para agradá-lo ao criar um “Prêmio da Paz” entregue durante o sorteio dos grupos em dezembro.
Imagem: Reprodução
A colunista prevê eventuais protestos isolados durante o Mundial, mas acredita que nada impedirá a influência do presidente. Por outro lado, ela reconhece que os Estados Unidos têm tradição em organizar grandes eventos esportivos e que Trump, como empresário, estará empenhado em garantir o sucesso da competição.
Desde o último torneio sediado no país, em 1994, o futebol ganhou força nos EUA impulsionado pelo tetracampeonato mundial feminino, pela expansão da Major League Soccer (MLS) e pela popularização global do esporte. Com a edição ampliada para 48 seleções e 104 partidas, Marina Izidro espera que não faltem temas esportivos — se o presidente permitir.
Por fim, a jornalista recorda que o chefe da Casa Branca voltará a ter protagonismo pouco tempo depois: os Jogos Olímpicos de Los Angeles estão marcados para 2028, e Trump deverá permanecer no poder até lá.









































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