No clássico entre Corinthians e Palmeiras, realizado no domingo, 8 de fevereiro de 2026, na Neo Química Arena, um lance sem relação direta com a bola chamou mais atenção do que o gol da vitória alviverde por 1 a 0. Após Raphael Claus assinalar pênalti para o Corinthians por falta em Gustavo Henrique, o meio-campista Andreas Pereira foi flagrado desgastando o gramado ao redor da marca da cal.
A atitude, vista como tentativa de atrapalhar a cobrança que seria feita por Memphis Depay — e que acabou desperdiçada —, levantou questionamentos sobre a possibilidade de intervenção do árbitro de vídeo. No entanto, o Protocolo VAR da FIFA/IFAB estabelece que a equipe de arbitragem remota só pode atuar em quatro situações:
- Gols ou não gols;
- Pênaltis ou não pênaltis;
- Expulsões diretas;
- Erro de identidade na aplicação de cartões.
Como o gesto de Andreas não se enquadra nessas categorias, o VAR não tinha autorização para alertar o árbitro de campo ou propor revisão. De acordo com a ex-árbitra e comentarista Renata Ruel, a conduta seria passível apenas de cartão amarelo se o árbitro tivesse presenciado a cena em tempo real.
Imagem: Reprodução
Após a partida, o técnico Dorival Júnior lamentou a derrota corintiana e criticou a ausência de punição, mas evitou responsabilizar diretamente o jogador palmeirense. Sob as regras atuais, entretanto, a atuação do VAR foi considerada correta e restrita ao que o regulamento permite.








































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