Bucareste — O técnico e ex-jogador romeno Mircea Lucescu morreu na terça-feira, 7 de abril de 2026, aos 80 anos, vítima de problemas cardíacos. O profissional acumulava 63 anos consecutivos de atividade no futebol, marca considerada a mais longa do esporte.
Carreira iniciada em 1963
Nascido na capital Bucareste, Lucescu estreou em 1963 pelo Dínamo Bucareste como ponta-direita. Permaneceu no clube até encerrar a carreira de atleta, em 1982, período em que defendeu a seleção romena por 14 anos, capitaneou a equipe na Copa do Mundo de 1970 e disputou a derrota por 3 a 2 contra o Brasil no México.
Transição para o banco de reservas
Em 1979, ainda jogador, assumiu a prancheta e deu início à trajetória de treinador que se estenderia até 2026, ano em que comandava a seleção da Romênia. Na década de 1990, trabalhou no futebol italiano e teve passagem pela Inter de Milão na temporada 1998/1999.
Sucesso no Leste Europeu
Depois da experiência na Itália, firmou-se em ligas da Turquia, Rússia e, principalmente, Ucrânia. Entre 2004 e 2016, liderou o Shakhtar Donetsk por 13 temporadas, conquistando 22 títulos — 21 domésticos e a Copa da Uefa de 2009, a principal taça internacional de um clube ucraniano.
Também ergueu troféus por Dínamo de Kiev, Galatasaray, Besiktas, Zenit, Dínamo Bucareste e Rapid Bucareste. Como técnico, totalizou 38 títulos; somados aos obtidos como jogador, chegou a 47.
Imagem: Reprodução
Apreço pelo futebol brasileiro
Lucescu admirava o estilo de jogo do Brasil, aprendeu português e manteve amizade com ex-comandados brasileiros, entre eles o atacante Luiz Adriano e o volante Fernandinho.
Recorde de longevidade
Com 63 anos seguidos no futebol, superou nomes como Luiz Felipe Scolari (58 anos), Alex Ferguson e Giovanni Trapattoni (56 anos cada). Entre técnicos em atividade, Carlo Ancelotti soma 50 anos de carreira.
O velório e detalhes sobre cerimônias fúnebres não foram divulgados.









































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