Em artigo recente, o ex-jogador e cronista esportivo Tostão avaliou tendências táticas do futebol atual, relembrou experiências pessoais no Cruzeiro dos anos 1960 e abordou a pressão exercida sobre treinadores no Brasil.
Duplas de meio-campo em destaque
Tostão afirmou que Gerson e Matheus Pereira podem formar “ótima dupla” no Cruzeiro, desde que alternem posições durante os jogos. A observação o levou a recordar a parceria com Dirceu Lopes, quando ambos atuavam no clube mineiro. Segundo o cronista, a dupla se completava: Dirceu era veloz e habilidoso, enquanto Tostão se destacava pela precisão nos passes e na finalização.
Ele lembrou ainda que, naquela época, utilizava a camisa 8 exercendo função de camisa 10, ao passo que Dirceu Lopes fazia o inverso. A comunicação entre os dois, descreveu, ocorria “pelo olhar e pelo movimento do corpo”. O trio de meio-campo contava com Piazza mais recuado — formação comparada por Tostão às usadas hoje por Barcelona, Manchester City e pelas seleções de Espanha e Portugal.
Formações testadas pela seleção brasileira
O cronista analisou as alternativas do técnico Carlo Ancelotti. Nos amistosos contra a França e partidas anteriores, a equipe atuou com dois volantes, Matheus Cunha adiantado e um trio ofensivo. Já diante da Croácia, Cunha recuou para formar trio com Casemiro e Danilo, liberando Vinicius Junior das tarefas de marcação.
Tostão apontou que, independentemente da estratégia, a seleção ainda busca maior compactação. Para ele, o futebol moderno exige equipes intensas, capazes de pressionar em todo o campo e alternar posse de bola com transições rápidas.
Imagem: Reprodução
Pressão sobre treinadores e racismo estrutural
O colunista criticou a ideia de que técnicos sejam os únicos responsáveis por vitórias ou derrotas. Na visão dele, esse pensamento alimenta protestos, vaias e demissões frequentes.
Como exemplo, citou o São Paulo. Roger Machado, contratado para substituir Hernán Crespo, foi alvo de críticas antes mesmo da estreia. Tostão apontou que parte da rejeição pode estar associada a racismo estrutural, sugerindo que, por ser negro, o treinador enfrenta desconfiança quanto ao seu conhecimento tático.
Ao final, Tostão reforçou a necessidade de abandonar clichês e repensar conceitos para acompanhar a evolução do futebol nas últimas décadas.









































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