Durante visita oficial a Washington, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contou ter deixado no Brasil um presente curioso que pretendia oferecer ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump: uma fotografia dos anos 1980 em que o então empresário norte-americano aparece ao lado de Vicente Matheus e Marlene Matheus, casal que presidiu o Corinthians em algumas das fases mais marcantes da história alvinegra.
Ícone corintiano na diplomacia de campo
A iniciativa de Lula, torcedor declarado do clube paulista, buscava reforçar um elo simbólico entre dois chefes de Estado por meio do futebol. Vicente Matheus, oito vezes presidente do Corinthians, comandou a equipe em conquistas como o bicampeonato paulista de 1979. Marlene, primeira mulher a ocupar o cargo, manteve a linha de títulos regionais e ampliou a representatividade feminina na cartolagem brasileira.
A imagem teria sido registrada em Atlantic City durante um torneio de futebol de salão organizado pelo ex-meia Rivellino, ídolo do Timão. À época, Trump era proprietário do cassino que recebeu o evento e, segundo relato de Marlene Matheus em 2017, chegou a vestir a camisa corintiana entregue pelo casal.
Corinthians e o mercado norte-americano
O episódio resgata uma relação pontual, mas significativa, do clube com os Estados Unidos. Antes mesmo de a MLS ganhar corpo, o Corinthians já realizava amistosos no país e, posteriormente, tornou-se parceiro da liga ao emprestar a marca “Corinthians USA” para uma franquia amadora na Califórnia, iniciativa que durou até 2017. A lembrança levada — e esquecida — por Lula reforçaria esse histórico de aproximações.
Imagem: Reprodução
Tradição de presentes no futebol e na política
- Presentear com itens esportivos é prática comum em encontros bilaterais; Pelé já entregou camisas autografadas a líderes mundiais nos anos 1970.
- Em 2009, o então presidente Barack Obama recebeu de Lula uma camisa da seleção brasileira antes da Copa das Confederações.
- A foto de Trump com o casal Matheus integraria esse repertório, destacando como o esporte pode suavizar agendas diplomáticas mais duras.
O momento alvinegro
Enquanto a curiosa lembrança não mudou de mãos, o Corinthians vive temporada de remodelação após altos e baixos recentes. A diretoria busca fortalecer o elenco para recuperar protagonismo nacional, ciente de que qualquer exposição internacional positiva ajuda a manter o clube na vitrine global — inclusive em mercados estratégicos como o norte-americano.
Sem a foto, mas com a conversa de três horas na Casa Branca, Lula encerrou a agenda reforçando que Trump “gosta muito do Brasil”. Fica a expectativa de que a relíquia corintiana encontre seu destino em um próximo encontro e, quem sabe, coloque novamente o Timão no centro de um diálogo que vai além das quatro linhas.









































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