Com o pontapé inicial marcado para 11 de junho, no Estádio Azteca, a Copa do Mundo de 2026 entra em contagem regressiva sob forte influência de questões que vão além das quatro linhas. Durante o recente Congresso da Fifa, Gianni Infantino precisou abrir espaço para garantir a presença da seleção do Irã, contornar críticas sobre preços de ingressos e tranquilizar autoridades diante da escalada de violência em cidades mexicanas.
Fifa confirma o Irã no Grupo G
Alvo de dúvidas diplomáticas desde o início dos conflitos com Estados Unidos e Israel, o Irã teve participação ratificada por Infantino. A equipe asiática, 21ª colocada no ranking da entidade, disputará seus jogos em Seattle e na região de Los Angeles. Mesmo assim, dirigentes iranianos mantêm uma lista de exigências que inclui segurança reforçada e liberdade de circulação para membros ligados à Guarda Revolucionária.
Ingressos: demanda recorde e revenda milionária
Segundo a Fifa, mais de 500 milhões de solicitações foram registradas para as partidas do Mundial. A alta procura pressiona o preço oficial e, principalmente, o mercado de revenda autorizado pela própria entidade, onde não há teto para os valores. Infantino citou ofertas de até US$ 2 milhões por um bilhete da final e classificou as cifras como reflexo de “pura lei de mercado”. A explicação não arrefeceu o descontentamento de torcedores, que também reclamam das tarifas de transporte entre cidades-sede.
Violência no México e atuação do ICE preocupam
A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, recebeu respaldo público da Fifa para manter Guadalajara no roteiro do torneio após uma onda de ataques atribuídos ao narcotráfico. A arena local terá quatro confrontos da fase de grupos, entre eles Uruguai × Espanha em 26 de junho. Já nos Estados Unidos, ONGs apontam risco de deportações de estrangeiros durante o torneio caso o ICE, a polícia de imigração, intensifique operações nos arredores dos estádios.
Lesões afetam a reta final de preparação
Dentro de campo, as seleções ajustam elencos sob a ameaça de desfalques importantes:
Imagem: Reprodução / OddsNEWS
- O México já perdeu o goleiro Luis Ángel Malagón, que rompeu o tendão de Aquiles.
- França e Holanda não poderão contar com Hugo Ekitiké e Xavi Simons, respectivamente.
- No Brasil, Rodrygo e Éder Militão estão fora, e Estêvão tenta recuperação muscular antes da lista final de 26 nomes, prevista para 18 de maio.
- A Espanha monitora a evolução de Lamine Yamal, esperança ofensiva que corre contra o tempo.
Ao menos 15 atletas de diferentes seleções já foram descartados por contusão, obrigando treinadores a trabalharem com planos alternativos a poucos dias do encerramento do prazo de inscrição.
Agenda até a estreia
Com seleções iniciando períodos de concentração e amistosos marcados para as próximas semanas, a expectativa é de que o noticiário volte a falar de tática e escalações. Até lá, Irã, ingressos e segurança seguem ditando o ritmo da preparação para a primeira Copa do Mundo organizada em três países — Estados Unidos, México e Canadá.









































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