O carioca João Fonseca, 19, deixou o Masters 1000 de Roma com mais do que a derrota para o sérvio Hamad Medjedovic — parciais de 3/6, 6/3 e 7/6 (7/1). Ao fim do confronto, o brasileiro reclamou do excesso de barulho provocado por conterrâneos nas arquibancadas, ruído que chegou a interromper a partida em diversos momentos.
Barulho incomodou os dois jogadores
Entre um saque e outro, vaias e gritos fizeram o árbitro solicitar silêncio em mais de uma ocasião. Medjedovic reagiu: quando fechou o jogo, pediu silêncio com o dedo sobre os lábios e gesticulou “boa noite” ao público. Fonseca não atribuiu o revés à torcida, mas pediu maior compreensão:
- “Eu adoro a torcida, mas tem que ter limite”, afirmou à ESPN.
- O brasileiro admitiu que o ruído afetou também a sua concentração.
Momento de oscilação
A queda na capital italiana foi a terceira consecutiva de Fonseca, que já havia parado em Munique e Madri. O jovem vinha de boa sequência no início da temporada de saibro, mas não conseguiu manter o embalo contra adversários de ranking similar.
Calendário: Hamburgo antes de Roland Garros
Fora de Roma, Fonseca terá uma semana livre para treinos. O próximo desafio será o ATP 500 de Hamburgo, última escala na Europa antes de Roland Garros. A competição alemã servirá de teste final para o brasileiro ajustar saque e consistência de fundo de quadra, essenciais para um bom desempenho no Grand Slam parisiense.
Imagem: Reprodução
Cultura de arquibancada em debate
O episódio reabre discussão frequente no circuito: até onde vai a paixão do público latino em um esporte historicamente marcado pelo silêncio? A própria torcida brasileira, conhecida pelos cânticos de “Joããão Fonseca”, já foi elogiada por criar atmosfera vibrante em torneios menores. Em níveis Masters 1000 e Grand Slam, porém, a exigência de silêncio absoluto entre os pontos segue sendo regra — e, como visto em Roma, seu descumprimento pode custar ritmo e foco aos dois lados da rede.
Fonseca volta às quadras em Hamburgo disposto a virar a página. Para isso, além de reencontrar vitórias, espera que a torcida siga presente, mas dentro dos limites estabelecidos pela modalidade.









































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