Em entrevista à Rádio Bandeirantes, o presidente Marcelo Teixeira admitiu que o Santos acumula dois pagamentos de direitos de imagem em aberto. Segundo o dirigente, o atraso não tem afetado o desempenho do elenco, mas o quadro reforça o tamanho da crise financeira que assombra a Vila Belmiro.
Teixeira confirma pendências salariais
O mandatário reconheceu a gravidade da situação: “Temos uma gravíssima crise financeira e todos sabem. Temos dois direitos de imagem atrasados”, afirmou. Teixeira garante que o grupo “confia na gestão”, embora reconheça que o cenário está longe da normalidade.
Risco trabalhista e ambiente no elenco
Embora o presidente minimize impactos esportivos imediatos, atrasos recorrentes costumam abrir margem para ações na Justiça do Trabalho, notificações de cobrança e até pedidos de rescisão contratual. Por ora, nenhum atleta sinalizou medida judicial, mas o risco permanece enquanto as pendências não forem quitadas.
Dívida bilionária explica cenário de alerta
Levantamento interno divulgado em abril aponta dívida próxima de R$ 1 bilhão, sendo cerca de R$ 470 milhões com vencimento nos próximos 12 meses. O serviço dessa dívida restringe o fluxo de caixa, dificultando a regularização de salários e a manutenção de investimentos no futebol.
Reflexos na luta contra o rebaixamento
Dentro de campo, o Peixe ocupa a 16ª colocação do Campeonato Brasileiro e pode terminar a rodada na zona de rebaixamento caso não pontue e os concorrentes diretos vençam. A pressão financeira, portanto, soma-se à esportiva, num momento em que o elenco precisa reagir para evitar uma crise dupla.
Imagem: Reprodução / OddsNEWS
Próximo compromisso: decisão na Vila
No domingo (10), às 18h30, o Santos recebe o Red Bull Bragantino na Vila Belmiro. O técnico Cuca trabalha com mudanças na equipe titular em busca de uma vitória que alivie o clima e dê fôlego para que a diretoria cumpra o plano de reorganização financeira.
Enquanto a bola não rola, a diretoria corre para viabilizar receitas emergenciais e normalizar os pagamentos. A tarefa é urgente: cada rodada sem alívio no caixa também representa uma rodada a mais de tensão esportiva e jurídica.









































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