Rio de Janeiro, 22 de maio de 2024 – A SAF do Botafogo protocolou pedido de recuperação judicial e solicitou que o tribunal impeça, pelo período da intervenção, qualquer rescisão de contrato ou recusa de atletas a entrar em campo motivada por salários atrasados referentes a dívidas anteriores a 21 de abril de 2026.
Medidas urgentes solicitadas
Na petição apresentada à 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, o clube pede:
- Suspensão de ações de cobrança e execuções contra a SAF;
- Proibição de penhora, bloqueio ou apreensão de bens na esfera judicial ou extrajudicial;
- Determinação para que fornecedores essenciais e jogadores se abstenham de:
- Rescindir indiretamente contratos por falta de pagamento de créditos concursais ou pela simples apresentação do pedido de recuperação;
- Interromper o fornecimento de bens e serviços, ou se recusar a participar de partidas e competições, pelos mesmos motivos.
Passivo ultrapassa R$ 2,5 bilhões
Os documentos encaminhados à Justiça revelam passivo superior a R$ 2,5 bilhões. Desse total, aproximadamente R$ 1,4 bilhão corresponde a dívidas vencidas ou com vencimento previsto até o fim de 2026, e cerca de R$ 400 milhões referem-se a débitos tributários.
A SAF admite que o cenário financeiro pode comprometer o pagamento de salários e o funcionamento cotidiano do clube. Os balanços recentes registram prejuízos consecutivos e patrimônio líquido negativo em rápida deterioração, o que, segundo os advogados, indica que as dívidas já superam todos os ativos disponíveis.
Imagem: Reprodução
O pedido de recuperação judicial aguarda análise da 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.









































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