O meia-atacante Diego Hernandez, decisivo no empate em 1 a 1 entre Remo e Vasco pela 11ª rodada da Série A, comentou a indefinição sobre seu futuro no Baenão logo após a partida disputada no estádio Mangueirão, em Belém.
Acionado no segundo tempo, o uruguaio cruzou para Marllon marcar aos 38 minutos e garantir o ponto conquistado pelo Leão. Ao fim do jogo, ele reconheceu a dificuldade de atuar enquanto não sabe se continuará no clube.
“É complicado entrar em campo sem saber o que vai acontecer. Minha família depende disso, minha filha nasce esta semana”, disse o jogador, cujo empréstimo termina em junho.
Valor de compra trava negociação
Para adquirir o atleta em definitivo junto ao Botafogo, o Remo precisaria desembolsar cerca de R$ 2,5 milhões. Em coletiva concedida no fim de março, o executivo de futebol azulino, Luis Vagner Vivian, explicou que lesões recentes do uruguaio e a troca de comando técnico — com a saída de Juan Carlos Osorio e a chegada de Léo Condé — retardaram a decisão.
Segundo o dirigente, a possibilidade de antecipar a compra foi discutida, mas o clube preferiu aguardar o retorno do camisa 20 aos gramados antes de definir o investimento.
Imagem: Samara Miranda Clube do Ro
Sequência curta até o término do vínculo
Desde a entrevista de Vivian, Hernandez atuou três vezes: entrou no segundo tempo contra Santos e Vasco pela Série A, somando cerca de 25 minutos em cada partida, e foi titular diante do Amazonas pela Copa Norte.
O jogador acredita que esse período será determinante: “Os próximos jogos vão mostrar se continuo ou não. O clube tem esse direito, e o atleta acaba ficando preso à decisão. Estou tranquilo e vou trabalhar para ajudar quando for chamado”.
Emprestado ao Remo até junho de 2026, Diego Hernandez tem contrato com o Botafogo apenas até dezembro. Desde que chegou a Belém, em julho do ano passado, soma 24 partidas, três gols e três assistências — números que contribuíram para o acesso leonino da Série B à elite nacional.








































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