O agente FIFA Fábio Mello, representante do goleiro Rafael, do São Paulo, fez duras críticas às recentes conquistas do Botafogo e ao modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) adotado pelo clube. Em entrevista ao programa “Sport Insider”, do jornalista Rodrigo Capelo, na N Sports, o empresário afirmou que as taças da Copa Libertadores e do Campeonato Brasileiro de 2024 “são uma vergonha” por, segundo ele, terem sido obtidas sem que o clube estivesse em dia com seus pagamentos.
“O Botafogo contrata, ganha, mas não paga; não dá para tratar isso como referência de gestão”, declarou Mello, acrescentando que “quem é inadimplente não pode servir de exemplo”.
O empresário fez um paralelo com o Atlético-MG de 2013, ano em que o time mineiro venceu a Libertadores após contratar jogadores como Réver, Victor, Diego Tardelli e Guilherme. Segundo Mello, a prática de montar elencos fortes sem honrar compromissos financeiros se repete no futebol brasileiro e deveria ser revista. “Esse modelo de vencer no Brasil precisa acabar”, reforçou.
Para ele, as gestões de Flamengo e Palmeiras — citadas como exemplos de clubes que mantêm suas obrigações em dia — deveriam servir de parâmetro. Mello disse esperar que Cruzeiro e o próprio Atlético-MG sigam o mesmo caminho para que as conquistas sejam “realmente valorizadas”.
Imagem: Reprodução
Além de Rafael, o agente administra as carreiras do lateral Mayke, do técnico Vagner Mancini e já trabalhou com Victor Bagy, ex-diretor de futebol do Atlético-MG. Como atleta, Fábio Mello defendeu São Paulo, Athletico-PR, Atlético-MG e Fluminense.
Enquanto a polêmica repercute, o Botafogo volta a campo neste sábado (18), às 18h30, contra a Chapecoense, na Arena Condá, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro.








































Adicionar comentário