O Fluminense venceu o Bolívar por 2 a 1 no Maracanã, pela quinta rodada da fase de grupos da Libertadores, resultado que manteve o atual campeão continental em ótima posição para avançar às oitavas. Fora de campo, porém, a notícia que agitou as Laranjeiras foi outra: mesmo sem jogadores na lista de 26 nomes divulgada para o próximo Mundial, o clube segue como o maior fornecedor de goleiros da história da Seleção Brasileira em Copas do Mundo.
Tradição construída desde 1930
Ao todo, nove arqueiros tricolores já foram convocados enquanto defendiam o Fluminense, número que nenhum outro clube atingiu. O primeiro deles, Velloso, foi titular na estreia vitoriosa por 4 a 0 sobre a Bolívia em 1930 — também o primeiro jogo do Brasil sem sofrer gols em Copas.
- 1930 – Velloso
- 1938 – Batatais
- 1950, 1954, 1958 e 1962 – Castilho
- 1954 – Veludo
- 1970 – Félix
- 1986 – Paulo Vítor
Castilho é o maior nome dessa lista. Convocado para quatro edições seguidas, entrou em campo apenas em 1954, mas integrou os grupos campeões de 1958 e 1962. Já Félix foi titular no tricampeonato de 1970, participando dos seis jogos no México.
Distância para o “Trio de Ferro” paulista
No ranking de goleiros cedidos à Seleção em Copas, Corinthians, Palmeiras e São Paulo aparecem logo atrás, com seis convocações cada. Botafogo (5), Flamengo (4) e Vasco (3) completam o top-6 nacional. A vantagem tricolor permanece segura mesmo que nenhum atleta do clube tenha sido incluído na pré-lista elaborada por Carlo Ancelotti.
Imagem: Reprodução / OddsNEWS
Momento atual e próximos desafios
Embora o veterano Fábio, de 43 anos, tenha sido lembrado por parte da torcida graças às boas atuações recentes, seu nome não figurou entre os relacionados para a Copa. O foco do camisa 1, portanto, permanece na defesa do título da Libertadores e na disputa do Brasileirão, onde o Fluminense busca embalar após um início oscilante.
Com o time ainda vivo na competição continental e o legado de goleiros intacto, o Fluminense reforça a reputação de celeiro de arqueiros da Seleção — tradição que atravessa quase um século e segue sem data para terminar.
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