Paulo Henrique Ganso voltou a ser apenas espectador no último compromisso do Fluminense pelo Campeonato Brasileiro. Apesar de relacionado, o camisa 10 não foi acionado por Luis Zubeldía na derrota para o Mirassol, mesmo com as ausências de Savarino e Canobbio. A decisão reforça as dúvidas sobre a permanência do meia no elenco tricolor.
Banco frequente escancara mudança de status
Ganso não entra em campo pela Série A desde a 13ª rodada, frente à Chapecoense, há quase um mês. De lá para cá, foi opção de banco em quatro partidas e, em todas elas, viu atletas mais jovens — casos de Riquelme e Wesley Natã — receberem oportunidades no segundo tempo.
Limite de 12 jogos trava movimentações internas
O meia já atingiu 12 participações no Brasileiro. Caso atue novamente, ultrapassará o limite que impede um jogador de defender outro clube da Série A na mesma edição do torneio. Internamente, a marca funciona como um freio para novas utilizações enquanto o clube avalia o mercado de meio de ano.
Contrato longo, mas janela curta
Com vínculo até dezembro de 2026, Ganso estará liberado para assinar um pré-contrato a partir de julho. A proximidade dessa data, somada à sequência sem minutos na liga, alimenta a possibilidade de negociação. Oficialmente, o Fluminense não confirma qualquer tratativa, mas a opção recorrente pelo banco sugere precaução.
Atuação restrita a copas
Apesar da ausência no Brasileiro, o veterano segue presente em outras frentes. Ele entrou no segundo tempo da vitória sobre o Bolívar, pela Libertadores, e participou do duelo contra o Operário na Copa do Brasil. O uso pontual indica que Zubeldía ainda vê utilidade técnica no atleta, mas prefere preservá-lo nos jogos que contam para o limite de 12 participações.
Imagem: Reprodução / OddsNEWS
Próximos compromissos podem ser decisivos
O Tricolor tem pela frente o confronto decisivo contra o La Guaira, pela Libertadores, e depois visita o Cruzeiro na rodada que antecede a pausa para a Copa do Mundo. A utilização — ou não — de Ganso nesses duelos deve nortear o planejamento do clube para a janela de transferências.
- Se mantido no banco na Série A, o jogador preserva a possibilidade de atuar por outro clube da elite em 2026.
- Caso seja escalado, ultrapassa o limite e permanece “preso” ao Fluminense no Brasileiro.
- Uma eventual saída para o exterior não sofre influência da regra dos 12 jogos.
Enquanto a definição não chega, Ganso segue treinando normalmente e aguardando um chamado que, no Brasileirão, tem demorado a aparecer.
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