Haiti retorna ao Mundial depois de cinco décadas; equipe terá goleiro da 5ª divisão alemã e treinador francês que participou da vitória de Camarões sobre o Brasil em 2022.
Do anonimato às luzes da Copa
Em 1974, o Haiti disputou sua primeira e única Copa do Mundo. Meio século depois, a seleção caribenha voltará a aparecer no maior palco do futebol após liderar um grupo que tinha Costa Rica, Honduras e Nicarágua nas Eliminatórias da Concacaf.
A campanha levou o time comandado por Sébastien Migné a garantir presença nos Estados Unidos em 2026. O Haiti estreia em 13 de junho, contra a Escócia, em Boston. Seis dias depois encara o Brasil, na Filadélfia, e encerra a fase de grupos frente ao Marrocos, em 24 de junho, em Atlanta.
Meta indefinida: goleiros fora do radar europeu
Independentemente da escolha final, o Haiti terá sob as traves um jogador distante das grandes ligas:
- Josue Duverger – Cosmos Koblenz (5ª divisão alemã); alterna titularidade em um estádio de 9.500 lugares.
- Alexandre Pierre – Sochaux (3ª divisão francesa), vice-líder da temporada.
- Johnny Placide – Bastia (rebaixado da 2ª para a 3ª divisão francesa); 38 anos, 15 partidas pela seleção e capitão na campanha classificatória.
Pela experiência e pela braçadeira nas Eliminatórias, Placide larga à frente na corrida pela vaga de titular.
Técnico que conhece o caminho para surpreender o Brasil
Responsável por recolocar o país em uma Copa, o francês Sébastien Migné tem um feito recente que chama atenção: em 2022, como auxiliar de Rigobert Song, ele participou da vitória de Camarões sobre o Brasil na fase de grupos no Catar. Agora, enfrentará novamente a Seleção, desta vez no banco haitiano.
“Se fosse uma melhor de dez partidas, não teríamos chances, mas tudo pode acontecer em jogo único”, afirmou Migné, que também elogiou o atual trabalho de Carlo Ancelotti na equipe brasileira.
Imagem: Reprodução / OddsNEWS
Elenco heterogêneo e poucos nomes na elite
A lista preliminar de Migné reúne atletas espalhados por diferentes divisões ao redor do mundo:
- Ricardo Adé – zagueiro da LDU (Equador), habituado a Libertadores e Sul-Americana.
- Duckens Nazon – atacante do Esteghlal (Irã), na primeira divisão local.
- Lenny Joseph – atacante do Ferencváros (Hungria).
- Wilson Isidor – atacante do Sunderland, recém-promovido à Premier League.
- Jean-Ricner Bellegarde – meio-campista do Wolverhampton, que caiu para a Championship.
- Duke Lacroix e Carl Fred Sainte – atuam na USL Championship, segundo nível dos Estados Unidos.
- Yassin Fortune e Leverton Pierre – peças do Vizela, que briga pelo topo da 2ª divisão portuguesa.
A variedade de origens revela um grupo acostumado a realidades financeiras e competitivas bem diferentes das que encontrará contra Brasil e Marrocos, seleções que figuraram, respectivamente, entre os favoritos históricos e semifinalistas do último Mundial.
Próximos passos até junho
O Haiti prepara uma série de amistosos em solo norte-americano antes da estreia em Boston. A comissão técnica pretende utilizar esses jogos para definir o goleiro titular e ajustar o sistema defensivo, principal preocupação diante de ataques mais qualificados que encontrará no Grupo E.
A expectativa interna é repetir a organização que garantiu a vaga na Copa e, no mínimo, competir ponto a ponto com Escócia e Marrocos por um lugar no mata-mata. Contra o Brasil, a inspiração vem do próprio Migné: em jogo único, a zebra pode voltar a passear.
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