São Paulo – O português Miguel Angelo Gaspar Pacheco, conhecido como Miguel D’Almada, foi condenado a seis anos e seis meses de prisão por comandar a célula neonazista Southlands Hammerskins, com atuação em Santa Catarina e conexão com a organização norte-americana Hammerskin Nation.
A sentença partiu do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, mas ainda é passível de recurso. Segundo a decisão, D’Almada exerceu papel de liderança no grupo extremista, que teve oito integrantes detidos em flagrante durante um encontro realizado em novembro de 2022, em São Pedro de Alcântara (SC).
Na ocasião, D’Almada e os demais suspeitos foram presos pela Polícia Federal. O português permaneceu detido até julho de 2023, quando deixou a prisão após pagar fiança superior a 18 mil euros, montante equivalente a cerca de R$ 105 mil. Desde então responde em liberdade, submetido a medidas cautelares.
De acordo com a investigação, o processo teve início depois que o réu publicou, em redes sociais, uma fotografia na qual aparecia fazendo saudação nazista.
Defesa nega participação em organização criminosa
O advogado Luís Eduardo de Quadros sustenta que não há prova concreta de que seu cliente tenha integrado uma estrutura criminosa ou cometido incitação ao preconceito. Ele afirma que a acusação baseia-se em “interpretações ampliadas” e em “dados digitais questionáveis”.
Imagem: Reprodução
Miguel D’Almada vive no Brasil desde 2007. Antes de se mudar, era figura conhecida entre as torcidas organizadas do Sporting, em Lisboa. Ex-dirigente da Juventude Leonina, é apontado como um dos fundadores do Grupo 1143, célula neonazista surgida dentro da torcida.
O processo segue em tramitação, e a defesa já anunciou que recorrerá da condenação.









































Adicionar comentário