A eliminação da Copa Norte, confirmada na quarta-feira, 15/04, agravou o dilema que o Remo enfrenta desde o início da temporada 2026 : um grupo de 41 atletas de linha para apenas um campo de treinamento.
Sem o Campeonato Paraense e fora da disputa regional, o clube terá pela frente as 27 rodadas restantes da Série A do Campeonato Brasileiro e, pela Copa do Brasil, dois confrontos confirmados contra o Bahia. Resta ainda uma partida na própria Copa Norte, contra o Galvez-AC, marcada para 29/04; como já está eliminado, a tendência é que o Leão utilize vários jogadores da base neste compromisso.
Janela fechada dificulta saídas
Com o mercado de transferências encerrado, a diretoria encontra obstáculos para negociar quem perdeu espaço. Jogadores relutam em deixar uma equipe de Série A que paga em dia, e o clube não pretende arcar com multas rescisórias. A próxima janela se abrirá em aproximadamente 50 dias, durante a Copa do Mundo, quando o Remo espera realocar excedentes e, ao mesmo tempo, buscar reforços para se distanciar da parte de baixo da tabela.
Baixo aproveitamento expõe possíveis dispensas
Até o momento, nenhum nome foi oficialmente colocado à disposição, mas o número reduzido de atuações indica quem pode sair caso não melhore de rendimento. Entre os contratados deste ano, o volante Franco Catarozzi soma apenas 4 jogos. Remanescentes de 2025 também aparecem pouco: o grego Panagiotis Tachtsidis atuou 5 vezes; o volante Freitas, também 5; e Giovanni Pavani, 9 partidas, nas quais marcou 2 gols.
Imagem: Luis Carlos Clube do Ro
No ataque, a lista de pouco utilizados é maior. O centroavante Carlinhos participou de 6 jogos e guardou 1 gol; João Pedro, peça fundamental no acesso, fez 12 partidas e 3 gols, mas raramente como titular. Rafael Monti entrou em campo 6 vezes, enquanto Nico Ferreira marcou 2 gols em 10 jogos. Já o centroavante Eduardo Melo, lesionado, acumula 3 gols em 7 apresentações.
As limitações de espaço para treinamento, apontadas anteriormente pelo ex-técnico Juan Carlos Osorio e lembradas de forma diplomática pelo atual comandante Léo Condé, seguem sem solução. Com o elenco inchado e o calendário agora mais enxuto, a diretoria corre contra o tempo para reduzir o grupo e equilibrar o plantel antes da reabertura do mercado.








































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