Aos 50 anos e recém-chegado ao Corinthians, Fernando Diniz reencontrou um velho problema no último domingo (17). O 3 a 1 sofrido no estádio Nilton Santos, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro, não apenas complicou o momento alvinegro em campo: ele reforçou um histórico amplamente negativo do treinador diante do Botafogo.
19 confrontos, apenas três vitórias
Dados do Sofascore mostram que Diniz já duelou 19 vezes com o Botafogo, dirigindo Paraná, Athletico-PR, Fluminense, São Paulo, Vasco e, agora, Corinthians. O recorte inclui:
- 3 vitórias
- 4 empates
- 12 derrotas
- 16 gols marcados
- 31 gols sofridos
O aproveitamento de 23% explica por que o clube de General Severiano se tornou um dos adversários mais indigestos para o treinador, conhecido por priorizar posse de bola e construção curta desde a defesa.
Sequência negativa que atravessa a carreira
O primeiro tropeço ocorreu ainda na Série B de 2015, quando o Paraná perdeu por 2 a 1. De lá para cá, goleadas como o 4 a 0 aplicado pelo Vasco em 2021 e a derrota por 4 a 2 do Fluminense no Carioca de 2024 viraram marcos de partidas em que o Botafogo neutralizou o jogo posicional de Diniz.
As exceções são pontuais. A mais expressiva aconteceu em 2020, no Morumbi: 4 a 0 do São Paulo, com atuação destacada do atacante Brenner. Fluminense (1 a 0 em 2022) e Vasco (2 a 0 em 2026, pelo Carioca) somam as outras duas vitórias.
Imagem: Reprodução / OddsNEWS
Único alívio em mata-mata
Diniz só conseguiu avançar sobre o Botafogo em uma fase eliminatória na Copa do Brasil de 2025. No comando do Vasco, empatou ambos os jogos nas quartas de final e levou a melhor nos pênaltis (5 a 3). No somatório geral, porém, a escrita permanece.
Impacto para o Corinthians no Brasileirão
O revés no Nilton Santos manteve o Corinthians longe do pelotão de cima e aumentou a pressão em torno da adaptação do elenco ao modelo de jogo do novo técnico. Ainda em fase de consolidação, o time volta a campo na próxima rodada tentando estancar uma sequência de resultados irregulares que ameaça suas pretensões na temporada.
Para Diniz, a missão é dupla: reencontrar vitórias no Brasileirão e, paralelamente, buscar soluções que interrompam um tabu que já ultrapassa 10 anos diante do Botafogo.
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