O técnico Juan Carlos Osorio deixou o Mangueirão sob fortes vaias na noite de quarta-feira, 25 de fevereiro, depois do empate entre Remo e Internacional-RS diante de 26 mil torcedores. Na entrevista coletiva, o colombiano rebateu críticas ao improviso de zagueiros nas laterais e reiterou que a medida visa estancar falhas defensivas em jogadas aéreas.
Osorio recordou gols sofridos em cruzamentos nas partidas contra Vitória-BA, Mirassol-SP e Atlético-MG para explicar a escolha por João Lucas e Marcelinho no lado direito. “Mais zagueiros significam maior proteção pelo alto”, resumiu.
A estratégia, porém, não rendeu o resultado esperado e provocou questionamentos sobre o abandono de laterais de origem. O treinador negou motivação pessoal nas escalações, citou a rotatividade do espanhol Sergio Ramos no período em que atuou no Real Madrid e afirmou que a responsabilidade por corrigir os erros é exclusivamente sua.
Repórteres também lembraram o duelo com o Águia, em Marabá, quando Osorio utilizou quatro zagueiros ao mesmo tempo. O comandante reconheceu a aposta ousada, mas voltou a defender a ideia como antídoto às bolas alçadas na área azulina.
Imagem: Mauro Ângelo Diário do Pará
Embora as concepções táticas de Osorio encontrem respaldo em conceitos modernos, a pressão cresce pela necessidade de resultados imediatos. A aplicação do rodízio de atletas agrava a discussão, já que o elenco apresenta níveis técnicos diferentes e carece de entrosamento em curto prazo.
A discussão sobre a metodologia do treinador continua a movimentar o Baenão em pleno andamento da temporada 2026.








































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