PORTO ALEGRE (RS) – A vitória do Grêmio sobre o Deportivo Riestra, na Arena, não eliminou as dúvidas sobre o modelo proposto por Luís Castro. Mesmo com o resultado positivo, o desempenho mostrou um time sem identidade coletiva, dependente de lampejos individuais e preso a um desenho tático que pouco produziu ofensivamente.
Três zagueiros e pouca construção
O treinador escalou a equipe com Viery pela esquerda, Noriega centralizado e Balbuena pelo lado direito da defesa. À frente, dois volantes de marcação – Nardoni e Dodi – reforçaram o caráter conservador da formação, apesar de o Grêmio atuar em casa.
Logo nos primeiros minutos, a equipe abusou dos lançamentos longos e repetiu um padrão que já se tornou recorrente: jogadas pelos lados culminando em cruzamentos facilmente afastados pela defesa adversária.
Volume sem qualidade
Após a partida, Luís Castro explicou que a ideia era ter “três atrás, três no meio e três na frente”, com cinco jogadores pisando na área rival. Na prática, o número de atletas no setor ofensivo não se converteu em chances claras. Faltaram infiltrações, passes entre linhas e criatividade para romper o bloqueio do Deportivo Riestra.
Individualidades decidem
A melhora mais evidente ocorreu no segundo tempo com a entrada de Arthur, que deu mobilidade e maior qualidade de passe ao meio-campo. Ainda assim, a vitória só foi sacramentada quando Amuzu e Enamorado deixaram o banco para mudar o ritmo do jogo: um explorando a finalização, o outro investindo em jogadas individuais.
Imagem: Reprodução
Problemas recorrentes
Sem ultrapassagens dos laterais, sem construção por dentro e quase nenhuma tentativa de média distância, o Grêmio tornou-se previsível. A repetição dos erros, segundo avaliação interna, pode custar caro quando o adversário tiver maior qualidade técnica.
O alerta maior já mira o próximo compromisso: caso mantenha o atual formato contra o Cruzeiro, a equipe gaúcha corre o risco de ser dominada, especialmente pela limitação na criação de jogadas curtas e falta de variação ofensiva.
Enquanto a entrega física é elogiada, a conclusão no vestiário é de que apenas esforço não basta. Para encarar o Campeonato Brasileiro, será preciso encontrar rapidamente uma ideia de jogo mais consistente e menos previsível.








































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