Rio de Janeiro – A FIFA impôs ao Botafogo um novo transfer ban de três janelas de transferências por falta de pagamento ao Ludogorets, da Bulgária, referente à compra do atacante Rwan Cruz. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (20).
Restrição internacional
A sanção não gera efeito imediato porque o mercado está fechado, mas o clube precisará quitar o débito até a reabertura da janela, em julho, para ter liberdade de registrar reforços.
Negociação de 8 milhões de euros
Rwan Cruz foi contratado em 2025 por 8 milhões de euros (aproximadamente R$ 48,3 milhões à época). O atacante disputou 14 partidas e marcou dois gols antes de ser emprestado ao Real Salt Lake, dos Estados Unidos, e posteriormente retornar ao próprio Ludogorets.
Acúmulo de punições
O bloqueio internacional se soma a um veto nacional: a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) já havia proibido o Botafogo de registrar atletas na CBF por seis meses devido ao não pagamento de parcela vencida em março. Em outro episódio recente, o clube ficou meses sem poder inscrever contratações por pendência com o Atlanta United na transação do meia Thiago Almada.
Saída na diretoria
Em meio à pressão financeira, o diretor financeiro Anderson Santos deixou o cargo nesta segunda-feira (20). A saída ocorre após reunião que seria uma assembleia geral extraordinária, na qual o acionista majoritário John Textor alertou investidores sobre o risco do novo transfer ban, mesmo depois de anunciar aporte de R$ 125 milhões.
Imagem: Reprodução
Dívida de R$ 2,5 bilhões
Relatório de consultoria contratado pelo próprio clube estimou o endividamento da SAF em cerca de R$ 2,5 bilhões, com dados atualizados até 31 de dezembro de 2025.
Com punições simultâneas em âmbito nacional e internacional, o Botafogo terá de regularizar as pendências financeiras até julho para não comprometer o planejamento do elenco na sequência da temporada.








































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