A Federação de Futebol da República Islâmica do Irã (FFIRI) afirmou que a seleção disputará normalmente a Copa do Mundo de 2026, mas apenas se os países-sede ― Estados Unidos, México e Canadá ― atenderem a um pacote de dez exigências logísticas e protocolares.
Vistos e segurança estão no centro da pauta
Entre os pontos listados pelo presidente Mehdi Taj estão a emissão de vistos sem restrições para todos os integrantes da delegação, o respeito a bandeira, hino e símbolos nacionais e um esquema de segurança reforçado em aeroportos, hotéis e rotas até os estádios. O dirigente quer garantias após o episódio em que teve a entrada dificultada no Canadá no mês passado por seus vínculos com o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (CGRI), classificado como organização terrorista por EUA e Canadá.
Calendário definido: estreia em Los Angeles
- 15/6 – Irã x Nova Zelândia, em Los Angeles
- 21/6 – Irã x Bélgica, em Los Angeles
- 27/6 – Irã x Egito, em Seattle
A base de preparação está prevista para Tucson, no Arizona, o que manterá a equipe dentro do território norte-americano durante toda a fase de grupos. O presidente da FIFA, Gianni Infantino, reforçou que o planejamento original, com jogos nos EUA, segue inalterado.
Impacto esportivo: sétima participação seguida desde 2014
Classificado pelas Eliminatórias Asiáticas, o Irã chegará ao Mundial para a sua sétima participação (a terceira consecutiva). Nas duas edições anteriores, a seleção ficou a um passo das oitavas, mostrando evolução competitiva. O grupo que conta com Bélgica, Egito e Nova Zelândia projeta equilíbrio: os belgas entram como favoritos, enquanto egípcios e iranianos disputam, em tese, a segunda vaga.
Tensões políticas testam os organizadores
A guerra no Oriente Médio e as sanções ao CGRI colocaram a organização do torneio diante de um delicado desafio diplomático. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, indicou que atletas seriam bem-vindos, mas membros ligados ao CGRI poderiam ter a entrada negada. A FFIRI, porém, exige tratamento igualitário para todos, citando especificamente jogadores que cumpriram serviço militar no Corpo de Guardiões, como o atacante Mehdi Taremi.
Imagem: Reprodução
Próximos passos
As condições formais do Irã já foram enviadas ao comitê organizador. Caso haja consenso, a preparação técnica, inicialmente marcada para começar em março de 2026, será mantida. Se persistirem impasses diplomáticos, a FIFA terá de se posicionar para evitar prejuízo ao calendário da maior Copa da história, que reunirá 48 seleções.
A FFIRI encerrou a nota em tom categórico: “Nenhuma potência externa pode privar o Irã de uma vaga conquistada em campo”. A frase resume o clima de tensão que deve acompanhar a equipe até o apito inicial no SoFi Stadium, em junho de 2026.









































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