Carlo Ancelotti divulgará na próxima segunda-feira (18) a lista definitiva da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos. Mesmo antes do anúncio, o debate já gira em torno de apenas uma vaga em aberto. Os outros 25 nomes, segundo análise do jornalista Marcelo Bechler, estariam bem encaminhados, mas a composição final expõe dois problemas estruturais do elenco: a escassez de laterais de origem e a ausência de um meio-campista controlador.
Goleiros confirmados, mas em momento instável
Alisson, Ederson e Bento formam o trio praticamente imexível sob as traves. A preocupação recai sobre o momento de cada um: Alisson se recupera de lesão, enquanto Ederson e Bento chegaram às manchetes mais por falhas recentes do que por defesas decisivas. Para um torneio em que a regularidade costuma ser determinante, o tema merece atenção na comissão técnica.
Defesa sente falta de Militão e laterais de alto nível
A lesão de Éder Militão abre um buraco importante na zaga. Rápido e dominante no jogo aéreo, o defensor do Real Madrid poderia também atuar como lateral improvisado, paliativo para a carência na posição. Danilo aparece como titular natural pela direita, mas sua sequência de oito jogos em alto nível ainda é questionada. Wesley surge como alternativa, porém sem o perfil defensivo desejado.
O problema não é exclusivo do Brasil. Mesmo a Argentina, campeã mundial, recorreu a laterais que não figuram entre os melhores do planeta. Nas semifinais da Liga dos Campeões, Arsenal, Atlético de Madrid, Bayern e PSG escalaram zagueiros ou meio-campistas nas alas em metade das vagas disponíveis, retrato da escassez global de especialistas.
Meio-campo sem o “maestro” clássico
Casemiro e Bruno Guimarães são nomes certos. Fabinho e Andrey Santos oferecem variações semelhantes, porém nenhum deles exerce a função de armador que dita o ritmo com passes curtos e constantes. Danilo e Lucas Paquetá até agregam algo diferente, mas não entregam o controle que faltou em ciclos recentes. A lacuna deixa o time dependente de jogadas mais verticais e pressiona os pontas a participar da construção.
Imagem: Reprodução / OddsNEWS
Ataque veloz e numeroso
- Vinicius Júnior
- Raphinha
- Gabriel Martinelli
- Matheus Cunha
- Luiz Henrique
- João Pedro
- Endrick
- Igor Thiago
O desenho privilegia velocidade, pressão sem bola e capacidade de contra-ataque. Endrick desponta como arma para mudar rumos de partidas travadas, enquanto Igor Thiago oferece presença física como alternativa aérea, o chamado “plano B”.
A incógnita da 26ª inscrição
Com 25 nomes encaminhados, resta a dúvida final. Rayan, presente na última convocação, é semelhante a Endrick e Luiz Henrique. Pedro cobriria o mesmo papel de Igor Thiago. A vaga poderia ir a Paquetá ou Danilo, aumentando a concorrência em um setor já congestionado. Há ainda a possibilidade de Neymar, caso a comissão opte por um talento capaz de quebrar linhas e decidir em um lance único.
A escolha resumirá o equilíbrio que Ancelotti busca entre solidez defensiva e criação. Na segunda-feira, metade do país aprovará a lista; a outra metade questionará as ausências. O que já parece certo é que, independentemente do escolhido, as laterais e o meio-campo seguirão como termômetro da ambição brasileira em 2026.









































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